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Doença de Alzheimer pode começar com Ansiedade

Por , em 16.01.2018
 

Um estudo recentemente publicado no The American Journal of Psychiatry sugere que transtornos de ansiedade podem ser um indício da doença de Alzheimer.

A pesquisa aponta uma relação entre um aumento nos níveis de beta amiloide no cérebro e o agravamento dos sintomas de ansiedade. Sendo assim, sintomas neuropsiquiátricos ligados à ansiedade podem ser um sinal da doença de Alzheimer em seus estágios iniciais.

 No Brasil, a doença de Alzheimer atinge cerca de 1,2 milhão de idosos com 100 mil novos casos a cada ano. A estimativa é a de que esse número dobre até 2030, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que até 2050 o número de casos aumente em até 500% em toda América Latina.

O Estudo

Estudos anteriores já apontavam a depressão e outros distúrbios mentais como possíveis sinais iniciais de Alzheimer antes mesmo do processo de deterioração da memória. A diferença neste novo estudo, no entanto, está em enxergar a ansiedade como o sintoma mais central. “Ao invés de apenas olhar a depressão como um todo, nós analisamos sintomas específicos como a ansiedade”, explica a psicogeriatra Nancy Donovan, do Brigham and Women’s Hospital em Boston, Massachusetts. “Quando comparados a outros sintomas de depressão, como tristeza ou perda de interesse, os sintomas de ansiedade aumentaram ao longo do tempo em pessoas com níveis mais elevados de beta amiloide no cérebro.”.

Para a pesquisa, um grupo de cientistas analisou um banco de dados do Harvard Aging Brain Study, um estudo com duração de cinco anos que acompanhou 270 adultos entre 62 e 90 anos de idade sem distúrbios psiquiátricos preexistentes. Ao longo do período da pesquisa, os voluntários passaram por escaneamentos cerebrais anuais em busca de sinais de depressão. Durante o estudo, os pesquisadores descobriram que pessoas com sintomas crescentes de ansiedade também apresentavam crescentes níveis de beta amiloide no cérebro.

A beta amiloide é uma proteína com uma já estabelecida relação com a doença de Alzheimer. O seu acúmulo cria placas no cérebro que dificultam ou impossibilitam a comunicação dos neurônios, levando assim ao que se acredita ser a principal causa dos problemas cognitivos característicos da doença.

A nova pesquisa, no entanto, aponta que tais disfunções nos neurônios podem se manifestar até 10 anos antes de qualquer perda de memória.

Nova descoberta pode ajudar na prevenção

Os pesquisadores reconhecem que a associação entre ansiedade e beta amiloide ainda não está completamente clara. Além disso, falta aprofundar a relação entre uma piora no quadro de ansiedade e o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Ainda assim, este é um importante achado que pode indicar uma significativa relação e um importante caminho na prevenção e identificação precoce da doença de Alzheimer. “Se pesquisas futuras corroborarem a ansiedade como um indicador precoce, seria importante não apenas para identificar as pessoas no início da doença, mas também como forma de tratar e potencialmente desacelerar ou prevenir o processo da doença já em um estágio inicial”, aponta a médica Nancy Donovan, pesquisadora chefe do estudo.

[Science AlertTech TimesInnovare Pesquisa]

 

 

Quem pratica caminhada continua emagrecendo até 24 horas depois.

POR PAULO NOBUO

Simples, sem custos e de baixo impacto, a caminhada é considerada por médicos uma das melhores atividades físicas para a saúde e, quando realizada de maneira correta, pode até emagrecer mais do que exercícios na academia.

De acordo com especialistas, caminhar por apenas 30 minutos diariamente já garante benefícios para o corpo e para a mente, até mesmo após o fim da atividade.

Ou seja, nas 24 horas seguintes ao exercício, além de continuar emagrecendo devido ao gasto energético e à aceleração do metabolismo, o corpo ainda usufrui de outros benefícios, como:

Uma caminhada de meia hora, por exemplo, pode reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o exercício.
Além de melhorar a capacidade respiratória, ela também reduz riscos de problemas cardiovasculares e derrames porque é capaz de estimular o sistema circulatório.
Caminhar com frequência também ativa o metabolismo, ação que combate a retenção de líquidos.
Com a melhora da circulação, o exercício também é capaz de combater o aparecimento de varizes
Ela também pode ser um exercício importante para quem sofre de constipação, já que a atividade melhora a digestão e o trânsito intestinal.

E saiba que, segundo estudos, uma caminhada de apenas 5 minutos é o suficiente para trazer melhora física e ter impacto positivo sobre o pensamento criativo.
Além disso, caminhar aumenta os níveis de hormônios como endorfina e serotonina, que produzem a sensação de bem-estar, confiança e autoestima.
Também por causa dos efeitos hormonais promovidos pela atividade, quem caminha regularmente ainda apresenta significativa redução do estresse, menores riscos de sofrer de depressão e controle da ansiedade.

Por fim, além de contribuir para a queima de calorias, uma caminhada poderosa aumenta a flexibilidade.
O uso de todos os músculos do corpo aumenta a massa muscular e fortalece as articulações, tonificando o corpo.
Essa ação, além dos impactos estéticos, ainda previne a osteoporose.
Pessoas com idade mais avançada, no entanto, devem consultar um médico antes de apostar na prática.